domingo, 25 de janeiro de 2026

Reflexão sobre a Humanidade

A verdadeira humildade é... dar o melhor de si, sem se sentir melhor que os outros.
É ter consciência de suas qualidades, mas reconhecer que tem muitos defeitos também.
Mostrar seus talentos, sem querer abafar os talentos dos outros.
Dar sua opinião com a mesma disposição de ouvir a opinião dos outros.
Saber reconhecer que os outros podem estar certos.
É você admirar os outros pelo que eles fazem, sem esquecer que você também é capaz de fazer coisas maravilhosas.
Aceitar cargos importantes, mas fazer deles uma maneira de servir ainda mais...
Ajudar a quem precisa sem pensar em agradecimentos.
Aceitar a vontade de Deus, sem abrir mão da sua responsabilidade de tomar decisões e fazer a sua parte.
Ser capaz de aprender com os outros, sem perder sua identidade própria.
Aprender a conviver com todas as diferenças.
Saber viver na simplicidade sem sentir-se superior àqueles que são apegados às coisas.
Olhar para frente e seguir adiante, sem esquecer quem está do seu lado.
Oferecer aos outros o que você tem de melhor, sem impor-se a ninguém.
Escalar as alturas, sem pisar em ninguém.
Não depender de elogios nem recompensas para fazer o que é certo.
Saber que a santidade só faz sentido nas convivências com as pessoas.
A verdadeira humidade é você ser com uma flor, frágil e efêmera, que desabrocha beleza e exala perfume para todos os lados.
É no momento certo, saber virar as costas para o que não lhe diz respeito.
(desconheço autoria) - Via Vânia de Farias Castro 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Fixos e Fluxos de uma Curta Experiência em Existir

Por Belarmino Mariano*

Hoje acordei cedo, mas os pássaros já estavam cantarolando nas árvores do quintal. Em um ritual matutino fui até o banheiro e, ao expelir significativa quantidade de líquido da uretra, senti um alívio da pressão dos líquidos e sais minerais consumidos e processados na noite anterior.

Sou de 20 de janeiro de 1964. Poderia ter sido batizado como Sebastião Belarmino, mas minha mãe tinha pena de São Sebastião e suas flechas romanas transpassadas ao corpo amarrado em um tronco. A crueldade humana e sua estupidez religiosa que deu para Tião o mesmo tipo azar de Jesus Cristo e pelas mãos dos seus patrícios.

Hoje, 21 de janeiro de 2026 (DC), o primeiro dia de aulas do nono ano escolar da minha caçula Luisa Gomes. Ela me acordou bem cedo, com a sua ansiedade adolescente, enquanto eu, ancião, tentei despertar para as obrigações de um pai quase avô.

Ao acordar do curto espaço, tempo de sono, lavei bem o rosto com a água fria, vinda da torneira. Nesse ritual gostei de sentir bem a caveira dentro de mim. Ao encher as mãos com o líquido sagrado que escorre por entre os dedos e se sente ao contato da pele, os ossos cranianos por entre a maçã do rosto e as bordas dos olhos.

Esse banho facial de água fria e fluida, me ajudou a despertar e a sentir que ainda estou aqui. Pelo menos a sensação de caveira a fixar a minha existência ao mundo. 

Tinha ido dormir depois da meia noite, portanto já era dia, em meio ao fluxo das horas e do próprio conceito de tempo que nunca me convenceu de sua existência há nos reinar como um Deus faminto e sedento.

No ciclo dos meus dias e noites, há dois anos entrei na série histórica 1964 até 6.0 e ontem completei 6.2, uma idade em que, o peso dos dias são declaradamente sentidos, mesmo que alguns considerem como força gravitacional puxando tudo para baixo, tirem o docinho do cardápio que o velho chegou.

Pensei em ainda estar vivo, pulsante e me preparando para mais um dia e uma noite, em um ciclo pulsante da existência. Um café forte e moído na hora, acompanhado por um prato de inhame com queijo de coalho e manteiga da terra. Uma fatia de bolo de massa de mandioca sem açúcar foi meu desjejum. 

Não sei por quais cargas d'águas, lembrei do escritor Franz Kafka, especialmente de forma literária e até mesmo filosófica, quando cunhou a frase: "Só há um ponto fixo. É a nossa própria insuficiência. É daí que é preciso partir". Lembrei que as repugnantes baratas voam, enquanto eu penso que sei voar. 

Não dá para saber o que Kafka estava querendo dizer exatamente, pois essa frase é parte de rascunhos e anotações de suas metamorfoses literárias. Entre seus rascunhos de pensamentos, outras ideias e sentimentos transcritos apontam para a busca da sua existência ou até mesmo de de uma consciência ou percepção essencial muito mais fluxos do fixos.

Não sei se buscava algum teorema matemático ou uma molécula imutável para a vida, capaz de nos colocar no mundo como se estivéssemos em uma Roda de Samsara, como previa os Vedas em seus escritos sânscritos, que chegaram até o budismo.

Talvez sejamos pontos matemáticos em um contínuo quântico, como afirma Brouwer em seu teorema: "sempre continuará a existir uma molécula, flutuando na superfície de um café mexido".

Pensei se tinha medo. Medo eu? Medo medo de quê? Medo até de sentir medo. Medo de culpa, medo de obediência cega, de gafanhotos e devoradores de templo da minha existência e medo do Deus Cronos a me devorar com sua boca de caos eterno.

Medo da barata de Kafka, mais medo ainda da repugnância voadora da barata voando na minha direção e do seu pouso catastrófico em meu braço. Que nojo e tudo era apenas pensamento maluco de está vivo e ter entrado na série sexagenária de minha rápida existência, sem saber ao certo como cheguei até aqui.

De uma coisa eu sei: "Só há um ponto fixo. É a nossa própria insuficiência. É daí que é preciso partir" (Franz Kafka), foi epígrafe do meu livro primogênito "Ecologia e Imaginário" sobre as ideias de natureza dos velhos e velhas, dos Cariris velhos da Paraíba.

*Por Belarmino Mariano. Da série no Cabo da Boa Esperança. Imagem das redes sociais.

Parece um Deus, mais como os Deuses, o Tempo não Existe.


Por Belarmino Mariano*

Aqui, diante de vazios paradoxais, enigmas filosóficos puros e mente primitiva, começo com um mantra oriental do budismo tibetano: "O que existe onde nada existe"?

O tempo nunca foi uma ciência exata, é apenas uma ilusão circunstancial de observação dos fenômenos cíclicos e repetitivos.

O tempo é uma ideia de longa repetição duradoura que se fragmenta em diferentes razões de coisas que não existem de fato.

Primeiro, começamos a observar a sequência de dias e de noites. De claro e de escuro, luz e sombras, em pingos distantes de luz que se movimentam ou estão parados. As aparências fascinantes dos fluxos e dos fixos.

Da Terra para o céu solar e do céu para a lua e outros pingos de luz, organizamos nossos mapas mentais de distâncias e de lonjuras. Assim, começamos a observar os outros animais e seus ciclos ou rotas migratórias. 

Ganhamos distâncias e sempre perguntamos, o que existe depois daquela montanha, depois daquele rio, depois daquele deserto, depois daquela floresta, do outro lado daquele mar ou oceano? 

Esse pergunta repetida milhões de vezes, geração após geração, vive latente em tidas as mentes. Como se fizesse parte do nosso consciente coletivo. Nos labirintos das nossas ideias e fluxos de pensamentos criamos uma incrível máquina que idealiza o tempo como se de fato existisse.

Imagine que ao voltarmos para a observação da noite, para a escuridão de onde estávamos, quando passamos a controlar o fogo, controlando a escuridão existencial, diminuindo a sensação do frio e aplacando o medo e os traumas das feras carnívoras. 

Imagino as noites calmas e ballet perfeito da lua, um farolete celestial, sempre nos guiando, enquanto ela é repartida em pedaços crescentes e decrescentes. Aí uma matemática primitiva da repartição da ideia de tempo. E na lua nova, a ausência de luz, enquanto o céu maior, se pintava de missangas brilhosas.

Quem controla tudo isso? Como faz e o que estamos fazendo aqui, enquanto observamos esses acontecimentos. Do medo de tudo, para o fascinante, complexo e inexplicável. Mesmo morrendo de medo de quase tudo, nos aventuramos em pensar e em dizer, bem como anotar. Então criamos nossa maior e primitiva ideia de tempo.

*Por Belarmino Mariano. Imagem do autor. Itaquatiara de Ingá/PB.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Matuto Ignorante Diante das Palavras de Ordens

.  Por Belarmino Mariano*

Um amigo perguntou pra seu amigo se ele era homossexual ou heterosexual? O matuto falou que era homossexual com muito orgulho. Então o amigo disse, você tem certeza? 

Ele respondeu, é claro. Sou homo e sexual sim. Gosto de sexo e de mulher. Então o amigo disse, então você é heterosexual. Os héteros são pessoas que gostam do sexo oposto. Ele disse, "Não, Deus me livre! Eu gosto é de mulher!" E continuou teimando que era homossexual.

Aí o amigo disse: "eu sou heterosexual. E o ignorante respondeu: "eu bem que desconfiava, também com esse jeitinho, só podia ser". Essa é a mentalidade dos que pensam que sabem.

Quando as palavras estão carregadas de preconceito e ignorância. A mesma coisa acontece com o pobre de direita, que apoia a ideologia dos ricos, defende os políticos que atacam os direitos dos mais pobres e ainda chamam líderes da elite de mito.

A gente vê a ignorância de cristãs que não lêem a Bíblia e acreditam em tudo que o pastor diz. Então é muito comum a bandeira de Israel colada no carro de evangélicos. A adoração aos símbolos dos sionistas que mandaram crucificar Jesus é um dos maiores flagrantes da ignorância religiosa.

Sem conhecimento, sem educação e sendo alimentados por notícias falsas, interpretação simplificada e carregada de preconceitos, assim caminha grande parte da humanidade.

Depois dos boicotes ao SBT, a Globo lixo e as Havaianas, essa semana os bolsonaristas criaram uma onda de notícias alarmantes nas redes sociais, o discurso é simples: "se Lula for reeleito em 2026, vão embora do Brasil para os EUA". Outros falam em ir para Israel e alguns já foram para a Argentina de Miley, mas não aguentaram 90 dias.

Então fica claro que esse povo vive numa bolha, pois não estão vendo os noticiários sobre a gigante perseguição de Trump/ICE, aos imigrantes. Ser imigrante hoje nos EUA é algo parecido com ser judeu na Alemanha Nazista de 1939/45. Perseguição, espancamentos, destruição de famílias, prisão, mortes e deportação constante.

Parece que não sabem que Israel, no Oriente Médio, vive uma guerra violenta e com riscos diários de ataques. Pior, os cristãos em Jerusalém, são cuspidos, empurrados e até apedrejados por sionistas radicais. Basta aparecer com uma bíblia ou um crucifixo que são hostilizados nas ruas de Jerusalém.

Então, essa galera ignorante, pobre de direita, que vive pagando mico nas redes sociais. Como esse idiota que comprou uma havaiana nova e cortou ao meio para lacrar nas redes. Esses otários que não conseguem botar a cabeça na janela, vão pra onde mesmo? 

Digo mais, enquanto vocês estão pretendendo sair, os gringos estão invadindo nossas praias, apartamentos, hotéis, cinemas e bares. Com dólar, euro e outras moedas internacionais, como libras, peso, yan e rubros.

Que venha o Lula Tetra 2026 e quem não estiver gostando, toque a boiada, assim as filas dos supermercados, aeroportos, restaurantes, hospitais e UPAS irão diminuir. Viva a Democracia e a soberania brasileira e latino-americana!

*Por Belarmino Mariano. Sério Pavio Curto. Imagem das redes sociais.

domingo, 18 de janeiro de 2026

A Vertigem dos Que Sabem Demais Para Dormir em Paz (Crônica filosófica).

.  Por Alessandra Del'Agnese* 

Há um momento, no meio da madrugada, em que o pensamento vira um animal de estimação indomável. Ele late dentro do crânio, pede comida, rasga o sofá da alma. E aí vem o suspiro primordial, aquele que atravessa séculos e chega até nós, úmido de cansaço: “às vezes eu gostaria de não pensar”. Não é o lamento do preguiçoso, do vazio. É o grito afogado do náufrago que nadou demais e, ao avistar novos continentes, percebeu que o oceano é infinito.

Sócrates, esse velho mau-caráter encantador, nos pregou a peça final. Nos fez acreditar que saber que nada sabemos é o ápice da sabedoria. Mas ele não contou o preço psicológico dessa descoberta. É um cansaço que nasce não da ignorância, mas do excesso de janelas abertas. Cada livro lido, cada insight, cada fenda de compreensão sobre o humano não acrescenta um tijolo de certeza; abre um abismo novo. O conhecimento, quando honesto, não é cumulativo. É destrutivo. Ele derruba as paredes da sua casa mental e, no lugar, instala um horizonte infinito e um vento gelado.

Somos os bichos paradoxais que buscam a lucidez e depois enlouquecem com ela. Pensar demais é uma vertigem. É subir ao último andar do arranha-céu da consciência, olhar para a cidade das ideias, e sentir um impulso animalesco de pular ou de voltar correndo para o térreo, para o abraço quente e burro da inconsciência. Quanto mais você amplia o horizonte, mais o chão some. A realidade fica lá embaixo, pequena, e você, suspenso no ar do seu próprio raciocínio, sente náusea.

Os místicos sabiam disso. Chamavam de “noite escura da alma”. Não é a noite do ignorante, que nunca viu a luz. É a noite daquele que viu tanta luz que ficou cego. A psicanálise, em seu berço esquisito, diria que é o ego esgotado de servir de mediador entre o id (o porão dos instintos) e o superego (o andar penthouse da moral), entre o que se sente e o que se “deveria” ser. É a fadiga do intermediário, do eterno tradutor entre línguas desconhecidas.

E o que fazemos? Nos refugiamos no supermercado da vida cotidiana. Decidir entre iogurte grego ou natural vira um alívio filosófico. É uma decisão finita, com consequências digestivas mínimas. O trivial vira bálsamo. A rotina, uma oração. Porque pensar sobre o iogurte não abre abismos. Só abre a geladeira.

Mas esse desejo de “não pensar” atenção! não é uma vontade de emburrecimento. É um pedido de licença. De um intervalo. Como o pianista que, depois de horas de Bach, precisa esticar as mãos e ficar em silêncio. O silêncio aqui não é vazio; é o campo fértil onde a digestão do mundo acontece. Às vezes, parar de pensar é o ato mais inteligente do pensador. É permitir que o inconsciente esse sábio analfabeto trabalhe com o material acumulado.

No fim, a grande ironia é esta: a única coisa que sabemos com certeza absoluta é que não sabemos. E essa é a descoberta que tanto aterroriza quanto liberta. Aterroriza porque tira o chão. Liberta porque tira as amarras. Você pode, finalmente, parar de fingir que tem as respostas. Pode sentar na varanda do seu próprio mistério, tomar um café, e olhar para o mundo sem a obrigação de decifrá-lo.

O descanso do pensador, portanto, não é a morte da mente. É o seu abraço mais profundo com o mistério. É dizer, com um sorriso cansado e sábio: “Hoje, eu dispenso Sócrates. Hoje, eu só quero o sabor do café e o voo do passarinho, sem interpretar nada.” E nesse instante, talvez, sem querer, você esteja pensando da forma mais profunda p pensando com a alma, não com o cérebro. Que é, no fim das contas, o único pensamento que realmente importa.

*Alessandra Del'Agnese @destacar

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

"A Espada Flamejante em Busca do Brilho das Estrelas"

   Por Belarmino Mariano*

Quando a filha cresce e arruma as malas para o mundo, a gente fica com os olhos marejados só em pensar. Nesse momento, percebemos que ela está indo, mas deseja que volte logo, mesmo que seja só para aplacar a saudade.

Um dia desses qualquer ele virá com a esperança bem desenhada em uma camisa 100% de algodão colorido, produzido por camponeses do Cariri paraibano.

Qualquer dia desses ela chegará tingida de amor e com o desenho de sua banda de rock preferida, em uma camisa 100% de colton preta.

Quando ele pintar na esquina, suas amigas e amigos se alegrarão, pois sua presença é 100% alegria e ela adora camisetas que transmitam mensagens de carinho e engajamento consciente.

Ela é militante feminista, mas também participa de diferentes causas. É minimalista, um pouco vegana e não bebe refrigerante nem usa produtos que façam experiência com animais.

Essa garota estuda física quântica em uma universidade pública e tem sonhos do tamanho de galáxias e aglomerados de estrelas e os perseguem como o guerreiro Hórus, caçador de Touros no labirinto cósmico das três marias, suas companheiras inseparáveis.

Ela gosta de contas difíceis, de cálculo arrojado e respostas objetivas e dirige a sua vida como quem pilota uma nave ao "infinito e além". Cuidadosa, sincera e guardadora de sorrisos doces.

Seu jeito frágil guarda mistérios e enigmas a serem decifrados por ela mesma, pois sua juventude de agora lembra músicas boas, como Belchior e Chico César em conversas poéticas com Johon Lennon e os Beatles, mas também Queen e Freddir Mercury. 

Seu amor, suas amigas e amigos são muito do que ela é. Sua busca interior são coisas lindas. Ser uma pesquisadora do cosmo, sonhar com a docência e acreditar em utopias possíveis é a sua alegria e vejo no brilho dos seus olhos o encanto de uma garotinha que não está indo para o universo sozinha.
(inspirado in Brenda Mariano).

*Por Belarmino Mariano. Imagem das redes sociais.

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

A VOLTA DO MESSIAS - Má Fé, História Mal Contada ou Mal Entendido?

Por Belarmino Mariano*

Estamos diante de um mundo ocidental que em milhares de anos alimenta ódios, tensões, conflitos e guerras, em muitos casos, alimentados por ideologias e dogmas religiosos. O Catolicismo romano, o cristianismo ortodoxo, o cristianismo protestante, o judaísmo e o islamismo vivem em guerras seculares, mas todos acreditam na volta de um messias que colocará ordem nesse mundo caótico.

As religiões, congregações e seitas religiosas se estruturam em dogmas e doutrinas e para o cristianismo, existe uma doutrina sobre a volta de Jesus, baseada nas escrituras, aguardada como um evento real. Uma espera que já ultrapassa mais de 5 mil anos no judaísmo e há cerca de 2025 anos no cristianismo, mas com uma data de retorno ainda desconhecida, enfatizando a necessidade de fé e vigilância dos fiéis.

De acordo com (João 14:2-3) Jesus prometeu aos discípulos que voltaria para buscá-los.
De acordo com (Mateus 24:36), Jesus afirmou que ninguém sabe o dia ou a hora, nem os anjos, apenas o Pai. 

Essa crença de uma segunda vinda de Jesus é um dos principais fundamentos doutrinários do cristianismo, pois assim como ele foi julgado, condenado à morte por crucificação e descendo a mansão dos mortos, mas ao terceiro dia ressuscitou. Os cristãos crêem que bele voltará para julgar os pecadores, recompensar e levar seus seguidores para a "casa do Pai".

Vejamos que esse retorno de Jesus é um acontecimento esperado ou aguardado para os que têm fé e prontidão espiritual para serem salvos por serem justos.

Em versículos como (Apocalipse 1:7; Mateus 16:27). O evento do retorno de Jesus, "será visível, glorioso, com as nuvens, e todo olho o verá". Também existem relatos sobre os sinais dessa vinda de Jesus como: "guerras, desastres naturais, perseguições e caos generalizado por toda a Terra".

Feitos estes resgates bíblicos, começaram a imaginar que a primeira vinda de Jesus, foi extremamente conturbada. Primeiro, ele nasceu em um berço pobre, em uma manjedoura de capim, em meio a um establo de animais.

Nessa época, os hebreus, judeus ou israelitas também aguardavam a vinda do filho de Deus, que de acordo com relatos da Bíblia (Velho Testamento), seria em um berço de ouro resplandecente, justamente para salvar o povo escolhido por Deus. Mas eles não reconheceram Jesus como esse Messias. Em diferentes trechos do Velho Testamento, iremos encontrar trechos de livros como: 
- Isaías (profecias sobre o reinado de paz e o Servo Sofredor em capítulos como 9, 11, 53); 
- Zacarias (revelações sobre a primeira e segunda vinda, o Rei que chega montado em um jumento em Zc 9:9);
- Miquéias (nascimento em Belém em Mq 5:2); 
- Daniel (as 70 semanas e o "Filho do Homem" em Dn 7:13-14) e;
- Salmos (expectativa da ressurreição em Sl 16:10), que descrevem um líder para restaurar Israel e trazer a redenção, com a expectativa de um rei justo e um reino eterno.

Quem quer que tenha tentado misturar trechos do Velho Testamento, com o Novo Testamento, pode ter feito uma confusão quando a ideia do Messias que viria, faria justiça espiritual e conduziria o mundo a paz e a glória eterna.

Se os Judeus aguardavam a vinda de um Messias, filho de Deus; se Jesus veio e eles não o reconheceram como o verdadeiro messias, passando a lhe tratar como um impostor, um falso profeta, inclusive lhe condenando a morte por crucificação; mesmo que Jesus tenha ressuscitado, qual seria o sentido de ele retornar, não se sabe quando?

Vejam bem, Jesus esteve entre nós, nos ensinou a pescar, fez milagres com vinho, peixe e pão. Fez sermões pesados, ajudou aos doentes, leprosos, cegos, aleijados e prostitutas, protestou contra os vendilhões do Templo e pregou a comunhão, a paz e amor ao próximo, mesmo assim, foi traído, foi ignorado e os líderes religiosos da época pediram a sua crucificação!?

O que Jesus viria fazer aqui mais uma vez? O que mudou, desde que Jesus partiu para a casa do seu pai? Homens em guerra, humanos destruindo a grande criação de Deus, humanos vivendo em pecados carnais e alimentando o ódio e o rancor ao próximo. Será que seria preciso uma nova vinda de Jesus à Terra?

Para concluir essa reflexão, ainda indago uma última coisa. Depois que Jesus partiu, os Judeus continuaram negando que ele fosse o filho de Deus que eles ainda hoje esperam.

Depois que Jesus se foi, grandes impérios continuaram em guerra e o maior deles, o Império Romano, que ajudou na condenação e execução e na morte de Jesus, passou a usar seu nome para justificar mais guerras e mais domínios.

Os Romanos e depois os reinos que se originaram da ordem imperialista romana, por toda a Europa, adoram a religião oficial do Cristianismo Apostólico Romano e através dos seus dogmas e doutrinas, continuaram usando da violência e da força para dominar, escravizar e explorar outros povos.

Em nome de Jesus Cristo, da Santa Igreja e de Deus, massacraram povos inocentes, lhe impuseram a religião cristã, colocaram mulheres e homens nas fogueiras santas da inquisição, torturaram e mataram pessoas em nome de Cristo.

Será que Jesus deveria retornar para tentar salvar alguns desses cristãos? Milhares de guerras foram praticadas pelos cristãos, inclusive dentre eles, pois em diferentes momentos da história, os cristãos se dividiram, em católicos, ortodoxos, luteranos, calvinistas, anglicanos, batistas, metodistas, pentecostais, etc. 

E nesse meio tempo, continuaram matando uns aos outros, continuaram escravizando e violentando povos não cristãos. Na Terra Santa de Jerusalém, os judeus, continuam apedrejando cuspindo na cara dos cristãos que visitam a região onde Jesus Nasceu.

A pergunta é simples, o que Jesus viria fazer em meio a tanta intolerância, violência, pecados e muitos casos, praticados e justificados em seu nome? Se ouve um mal entendido na vinda de Jesus, não poderia acontecer o mesmo, caso ele volte?

*Por Belarmino Mariano (Jan/2026 DC). Imagem das redes sociais.

Monges Budistas Caminham pela Paz nos EUA, Enquanto o Mundo se Alimenta de Ódio

Por Belarmino Mariano*

Confesso que não aguentei e desatei a chorar com os budistas tibetanos que caminham pelos Estados Unidos pregando a paz e a compaixão. São imagens simples, porém chocantes e despertam um sentimento de esperança humana.

Enquanto o governo Trump provoca o caos, cria tensão interna e externa, usa força militar (ICE), para prender imigrantes e perseguir cidadãos dos EUA, uma "guerra civil" e até mesmo uma "Terceira Guerra Mundial" bate à porta de todos nós.

O que está acontecendo?

Um grupo de monges budistas tibetanos caminha pelas rodovias, povoados e cidades, nos Estados Unidos, em longa "Caminhada pela Paz" (Walk for Peace) de 3.700 quilômetros.

A jornada foi iniciada no Texas, já passou pela Geórgia e terminará em Washington, D.C., com o propósito de alcançar a paz e a compaixão entre as pessoas. São corpos de homens budistas, vestidos de roupas em tons terracota e laranjas, com seus cajados, suas japamalas e pequeno gibão para alimentos doados pelos locais.

Em pleno inverno no hemisfério norte, com neve e temperatura abaixo dos 15 graus negativos, obrigam as pessoas a se trancarem em casa e ao redor das lareiras, milhões de norte-americanos estão nas ruas e avenidas, protestando contra as políticas nefastas e autoritárias do governo republicano de Donald Trump.

Famílias de imigrantes estão sendo presas e destroçadas pela polícia anti-imigrantes (ICE) de Trump. Trabalhadores braçais imigrantes, estão sendo presos nos locais de trabalho, nos supermercados, farmácias e nas estações de metrô.

Então os monges budistas resolveram enfrentar o rigoroso frio e neve, com o objetivo de promover a paz e a compaixão. Isso mesmo, são budistas da compaixão, em um país cristão protestante, com muitos protestantes fundamentalistas e extremistas de direita, pró-sionistas. Mas grande parte das famílias ficam horas aguardando a passagem dos budistas em suas portas. Organizam pequenas mesas com frutas, água, chá e pequenas garrafas de sucos.

Oferecem flores e pães, enquanto as crianças, meio que sem entender, querem tocar naqueles senhores com vestes tão distintas. As pessoas agradecem, se curvam e se ajoelham demonstrando respeito e gratidão por tão singelo e significativo movimento pacifista.

Quase nenhuma palavra, apenas gestos de gratidão, cumprimentos suaves e olhares de busca do equilíbrio e do amor ao próximo. Uma simbiose, um voar suave de borboletas em meio a neve fina ou em luz solar suavizada pela estação do inferno.

Um cachorro vira-lata, amigo dos budistas, acompanha o grupo nesse trajeto pacifista e com alpercatas ou descalços devido às bolhas e calos, caminham a pé, para que a humanidade não esqueça da sua missão nesse Planeta.

Quando as pessoas saem às , reagem positivamente ao budismo tibetano, religião diferente do cristianismo, sentimentos de redução da intolerância são sentidos naquela atmosfera gelada. Enquanto isso, o governo Trump alimenta o ódio e a violência egoísta com o gelo (ICE) cortante de agentes violentos e fortemente armados para matar e instaurar o caos. 

Os budistas levantam a bandeira da paz, urgente e necessária, pois do contrário a humanidade se desumaniza e homens maus, egoístas, criminosos e nazifascistas vencem e implantam uma distopia coletiva, perversa e pervertida como a de Trump e sua organização pedofilia e imoral.

*Por Belarmino Mariano. Imagens das redes sociais.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

O Pescoço do Camelô - Perguntei à IA Gemini por que os analistas de mercado financeiro erram tanto?

Por Belarmino Mariano* 

Ela a (IA) deu uma resposta bem evasiva, bem genérica, para não dizer que deu uma grande passada de pano para os analistas que fazem projeções para investidores financeiros em relação aos governos de esquerda.

A ideia era provocar as tecnologias digitais, TIC, Bancos, Bolsas de Valores e Portais de Economia, quanto aos Programas do Governo Lula. Os analistas do mercado fizeram um gigante monstro, apostando em um fantasma da recessão, desvalorização do real, supervalorização do dólar e pior crescimento do PIB da história. 

Os analistas de mercado, geralmente, são grandes economistas, com mestrado, doutorado e PhD em grandes universidades Norte-Americanas e européias. Logo, não se trata de leigos ou estagiários do mercado. Esses PhD em economia erraram tão feio que, se fosse uma cartomante, uma daquelas mulheres videntes, médiuns, sensitivas, clarividentes, que utilizam dons intuitivos e espirituais teriam acertado bem mais. 

A IA me disse que os analistas de mercado erram por uma combinação de complexidade econômica, fatores imprevisíveis (como eventos geopolíticos), vieses comportamentais (otimismo/pessimismo) e, por vezes, interesses conflitantes que levam a previsões enviesadas.

É como se transformassem a economia em algo menos exato e mais reflexivo, onde as próprias previsões podem influenciar o resultado, em vez de meramente escrevê-lo, como visto em exemplos recentes no Brasil, onde projeções foram completamente ou maldosamente erradas em relação a PIB, inflação e câmbio.

Segundo a IA, as principais razões para os erros são a Complexidade e Imprevisibilidade: A economia não é uma ciência exata; é influenciada por eventos globais, mudanças nas políticas, psicologia dos investidores e fatores não lineares, como uma guerra ou uma pandemia, que são difíceis de modelar.

A IA justificou através dos Vieses Cognitivos e Comportamentais: Analistas são humanos e podem ser influenciados por:
Excesso de Confiança: Tendência a superestimar a precisão de suas previsões.
Viés de Confirmação: Buscar informações que confirmem suas crenças.
Pessimismo/Otimismo Excessivo: Muitas vezes, o mercado tende a ser mais pessimista do que a realidade, como visto em projeções recentes de recessão no Brasil que não se concretizaram.

Interesses Conflitantes: As análises podem ter um viés para beneficiar os produtos mais lucrativos dos bancos, não necessariamente as melhores recomendações para o investidor.
Profecias Autorrealizáveis (e Inversas): Uma previsão pessimista pode desincentivar investimentos, causando um cenário ruim. O oposto também pode acontecer, onde resultados melhores do que o esperado "pegam" o mercado de surpresa.

Modelos Estatísticos Imperfeitos: As projeções são baseadas em modelos que podem não capturar todas as nuances da realidade, especialmente em economias emergentes como a brasileira, que é sensível a fatores externos. 

Exemplos Recentes (Brasil, 2024/2025):
Projeções pessimistas de PIB e alto risco de recessão não se confirmaram.
O dólar, que muitos esperavam acima de R$ 6,00, se recuperou.
Expectativas de juros (Selic) muito mais altas não se concretizaram totalmente. 

Em resumo, os erros ocorrem porque a economia é dinâmica, cheia de variáveis humanas e eventos inesperados, e as próprias previsões podem moldar o futuro, tornando o trabalho de prever um desafio constante e imperfeito, como aponta estudos e análises financeiras.

Para os otários, idiotas ou burros que se baseiam em projeções de um Mercado Golpista e tendencioso, fica a dica. Na hora de investir seu suado dinheiro, seja conservador igual ao mercado. Na dúvida, escolha uma boa cerveja, uma picanha e convide os amigos. Pois Lula governa para os de baixo, os mais pobres, aqueles que compra nos camelôs, então o mercado sempre será pessimista com governos de esquerda.

*Por Belarmino Mariano, com ajuda da IA. Imagem - Pescoço do camelô, oara aquele que carrega suas mercadorias no lombo, nas costas. Os abulantes ou trabalhadores informais.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Desenhando Para Otários

Por Belarmino Mariano*

Você não gosta do seu vizinho, reclama que aquela família é barulhenta, vive de festas e som alto, tem muita grana e vive ostentando. Tudo bem você está no direito de não gostar, mas isso é tudo, pois não podemos nos meter na vida dos outros.

Outro vizinho de um bairro distante, membro de uma organização criminosa, ladrão, mafioso, que controla grande parte do tráfico, de grupos de milicianos, que vive ameaçando a você e seus vizinhos, planeja um roubo nas suas imediações.

Esse ladrão chega de madrugada, arromba a casa do seu vizinho, mata uns quatro a rajadas de metralhadoras, rouba seus bens e, sabendo que aquela família tem muito mais, resolve sequestrar o pai e a mãe daquele lar e ainda deixa um rastro de destruição, incendiando a casa.

Então você fica feliz, se alegra e até faz festa em sua lage. O que você acha que é? Um idiota, um otário, um burro e inconsequente? Vou lhe dizer uma coisa, você é tudo isso e mais um pouco. Não basta essa violência em que vivemos, você vai pagar de doido ese alegrar com a desgraça do seu vizinho?

Idiota, tu pode ser o próximo, esse bandido é perigoso, não respeita ninguém, ele se acha o poderoso chefão e logo logo, vai violentar tuas filhas, pois todos já sabem que ele é pedófilo, viciado em heróina, tem relação internacional com o tráfico, controla as bocas em toda a Zona Norte e está querendo expandir seu domínio para a Zona Sul.

Otário, pega a visão, entendesse ou queres que eu coloque cores nesse desenho? Se estivesse falando sobre a relação geopolítica entre países. Tu seria um traidor da pátria um inimigo do teu próprio país. Se manca cachorro sarnento! 

Deixa de ser burro e traíra! Vai se solidarizar com os familiares do teu vizinho, vai unir forças com ele, pois esse mesmo vizinho, na época da pandemia, te ajudou com oxigênio e salvou a tua mãe da pandemia. Deixa de ser otário!

*Por Belarmino Mariano. Série Pavio Curto. Imagem das redes sociais.

O ORGULHO FERIDO DA PÁTRIA BOLIVARIANA

Por Maria Luiza Alencar Feitosa*

O ataque de Trump matou quase toda a guarda bolivariana de Maduro. Cerca de 40 soldados e soldadas mortos a tiro e a sangue frio. Maduro não foi traído por sua escolta e olhe que a oferta de traição valia 50 milhões de dólares.

Sequestrado o presidente (e sua esposa?), assumiu o governo a vice de Maduro, que não se dobrou e determinou até a expulsão consular da delegação da França do país depois das declarações de Macron. 
Trump concedeu o prazo de 30 dias para ela aderir ao golpe e passar a entregar as reservas de petróleo aos EUA. Só isso importa ao invasor.

Aí me lembrei do nosso filme Bacurau e comparei o orgulho do povo de Bacurau com o ufanismo da patria bolivariana. Veio à minha mente a figura imponente de Simón Bolívar. A Venezuela bem que podia ser o novo Vietnam (menção à guerra perdida pelos norte-americanos nos anos setenta, mesmo com todo o poderio militar estadunidense, ante a vitória do Vietnã do Norte, seguida da reunificação do país sob um governo socialista).

O orgulho do povo venezuelano por ser a pátria bolivariana é um elemento histórico, cultural e político profundo, que ajuda a compreender tanto a resistência simbólica do país quanto a centralidade da soberania no imaginário nacional.
Simón Bolívar não é apenas um herói nacional: ele é o fundador da ideia de emancipação latino-americana como projeto continental. 

Para os venezuelanos, Bolívar representa a recusa da tutela externa, a luta contra o colonialismo e a afirmação de que a América Latina deveria pensar-se a partir de si mesma, e não como prolongamento da Europa ou dos Estados Unidos. Esse legado produziu uma identidade nacional fortemente associada à dignidade, à autodeterminação e ao anti-imperialismo.

Diferentemente de outros países onde os heróis da independência foram progressivamente esvaziados ou folclorizados, na Venezuela, Bolívar permanece um referencial vivo, presente na educação, na cultura cívica e no discurso político, inclusive como fonte de orgulho popular. Isso não significa adesão automática a governos específicos, mas a permanência de uma memória histórica segundo a qual a submissão externa é percebida como traição ao próprio sentido da nação.

Para muitos venezuelanos, discordar de Maduro não implicava aceitar a perda de soberania ou a transformação do país em protetorado. A figura de Bolívar funciona, nesse sentido, como limite simbólico: até onde vai a crítica interna e a partir de onde começa a dominação externa.

O bolivarianismo, enquanto identidade histórica, alimenta a ideia de que a Venezuela não é um país periférico qualquer, mas um sujeito histórico da emancipação latino-americana. Esse sentimento de centralidade histórica é, internamente, uma fonte de coesão, orgulho e resistência cultural, sobretudo em contextos de cerco econômico e deslegitimação internacional.

*Maria Luiza Alencar Feitosa. Professora de Direito da UFPB, via Facebook de Lau Siqueira.