sexta-feira, 10 de julho de 2026

Meus Monstros

Por Belarmino Mariano*

Ainda no útero da minha avó paterna, meu pai chorou e todos ouviram esse choro de um sertanejo que ainda nem havia nascido, mas já estava em sua caverna uterina, testeando a escuridão e se sentindo preso e sob a pressão de um frágil corpo humano.

Minha avó paterna morreu no parto do meu pai e ele cresceu sem o amor de sua mãe. Contava que foi criado pelas tias e primas mais velhas. Nos sertões do Cariri paraibano e nos limites entre a Paraíba e Pernambuco ele se criou, entre serras e vales como o rio Paraíba e Pajeú se tornou menino, jovem, adulto e velho.

Vida dura, trabalho pesado, roçados e gados dos senhores donos das terras e tudo por lá. Meu pai se tornou vaqueiro e agricultor. Um jovem magro e de pele queimada pelo sol, tinha a coragem dos poucos que, ao se embrenhar pela caatinga braba, em busca de reses desgarradas, lhe tornaram um homem valente.

Mas como ele mesmo dizia, nunca gostou de confusão. Era um moço calmo igual as vacas leiteiras do senhor dono das terras e dos gados. Mas confessava que já tinha entrado em briga por causa das morenas dos lugares por onde trabalhou.

Ele contava que foi vaqueiro de muitos senhores e montado em uma burra pega, cortava aquele Sertão nordestino sempre, levando e trazendo boiadas inteiras, dormindo no mato e curando bicheiras ou sacrificando vacas que eram mordidas por jararaca ou cascavel.

Desde muito jovem, meu pai lutava contra uma asma reticente, "puxado no peito", seguido por uma falta de ar nos pulmões, que lhe nocauteava sem piedade. Talvez esse fosse seu maior monstro. 

Não sabia explicar, mas parecia uma doença umbilical, ainda das entranhas maternas e do sufoco da hora do parto que sacrificou a própria mãe. Não existia cura e na agonia dos dias tinha que conviver com as crises de asma, como que carregava um castigo.

Ele fumava fumo de rolo de Arapiraca e descobriu entre os remédios do mato, que a flor de zabumba roxa (chamada de trombeta-de-anjo), se misturada ao fumo, aliviava as crises dos brônquios. 

Essa planta é extremamente tóxica e se ingerida é capaz de matar uma pessoa. Por tanto, em nossa casa, o pé de zabumba roxa era considerado uma planta sagrada e proibida. Ninguém deveria mexer naquela planta. Só meu pai poderia colher as flores muchas, que sempre botava para secar em cima do telhado e em casa, ele a guardava a sete chaves.

Meu pai falava enquanto dormia, tresvaliava, aboiva e cantava em versos de cordel, como se estivesse acordado. Ele parecia que entrava em transe e quando éramos crianças, ficávamos a beira de sua cama, tentando conversar com ele, lhe perguntando coisas e confesso que as vezes era assustador.

No outro dia, diante de uma xícara de café e um cuscuz com carne seca, ele não lembrava de nada do que havia sonhado. Minha mãe dizia que bera o efeito da fumaça da zabumba entrando em sua mente e confundindo as suas ideias. Acho que meu pai era psicodélico demais.

Um homem bruto, analfabeto e criado na labuta, na dureza do trabalho pesado, quando era puxado para conversar, era um contador de história, versado na poesia e na cantoria de viola. Só ouvia uma vez e decorava tudo. Seus contos e casos, misturava, fantasia, ficção e realidade de tal forma que a gente se arrepiava todo e na hora de dormir, a gente se enrolava da cabeça aos pés.

As vezes fico pensando se todos os monstros que existiam dentro do meu pai, também existem dentro de mim? Uma vez, peguei uma piola do seu cigarro de flor de zabumba e fumo de rolo e dei umas boas tragadas. Rapaz, confesso que, quase vomitava até as tripas. Passei mal e me deu uma tontura monstra. Para nunca mais.

Quando me casei, descobri por minha mulher assustada, me dizendo que enquanto eu dormia, tenha pesadelos, me mexia, dava morrus e pontapés, como se estivesse em uma batalha de vida ou morte. Ela me contou que eu falava em uma língua embolorada, como se estivesse no meio de uma situação de conflito.

Meus sonhos, meus pensamentos, sentimentos e emoções. Meus monstros e tudo o que não sabemos explicar direito, a artista Avajinying pinta como quem sopra monstros de dentro das garrafas ou lâmpadas de gênios encantados. 

*Por Belarmino Mariano. Imagem de Avajinying.
Fonte da imagem: https://www.instagram.com/reel/C95LZ13Io3W/?igsh=eHI1bXN6MjRjenlp

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Não Aposte!

Por Belarmino Mariano*

Não ganho nada com isso, mas não quero que você perca. "Acorde levante e lute", pois essas pragas de pets viciam, são jogos de azar, controlados por IA e você sempre sairá perdendo. 

Os jogadores de futebol como Neymar e outros, ganham milhões e nunca perdem, mas é você que paga aos famosos e veja que são milhões. Enquanto isso, as bets sonegam impostos e ganham trilhões.

Outra coisa importante, às vezes você ganha uma "laminha", mas precisa meditar que essa merreca que você ganhou é porque outros idiotas viciados perderam. São jogos combinados, manipulados e você é induzido a acreditar em sorte, na oportunidade e na realização de seus sonhos.

As bets nunca perdem nada, pois controlam tudo através de bigtechs e avançados programas de computador. Veja essa copa do mundo a FIFA construiu um esquema de atravessadores para os ingressos. Um ingresso já está chegando a custar, mas de $: 3 mil dólares. Ou seja, só ricos estão entrando nos estádios.

Enquanto isso, lhe vendem a ideia de fazer uma fézinha, de arriscar, de acreditar na sorte. Nas são apenas peças de propaganda, todas construidas com base em teorias psicológicas, manipulação de estrelas do futebol, influences muito bem pagos com o seu dinheirinho suado.

Bilhões de pessoas, no mundo todo, estão viciadas. Esse esquema de bets, comprovadamente virou uma pandemia, uma doença devastadora. Tenho amigos do meu mundinho, que já perderam, moto, carro, outros bens e até mesmo seus casamentos.

O Brasil é um país de vícios, mas esse das bets, veio muito assemelhado a guerra do ópio na China do Século XIX. Aqui no Brasil muitas pessoas se viciaram em redes sociais e em telas. São viciadas em café, em bebidas, em drogas e agora em bets. 

As bets são constantes, 24 horas, se domiya domingo. Você se cadastra em uma plataforma digital, atrela ao banco digital (Bigtech) e começa a fazer apostas. 0,50 centavos, 1,00 real, 10 reais, 100 reais e em um mês, você compromete todo seu orçamento.

A transmissão da Copa está custando bilhões e grande parte dessa transmissão é paga pelas bets, que usam seu dinheiro para pagar. Por isso essa gigante propaganda de bets. Mas ao final de cada jogo, foi você que pagou a conta. Você e bilhões de jogadores. Enquanto isso, grandes empresários donos das bets, que não produziram nada de saudável, acumularam o equivalente ao PIB de países inteiros.

As bets, apesar de parecer diversão, festa, brincadeira, na verdade são atividades viciantes, destruindo orçamentos, endividando e desestruturando famílias inteiras. O pior destroem a sua saúde mental. PARE COM BETS HOJE MESMO! 

Por Belarmino Mariano. Imagens das redes sociais. Obs. A imagem não corresponde ao tema, pois a Meta ganha muito com impulsos das bets e sempre bloqueia artigos críticos.

Pessoas negras representam 86,3% dos mortos pela Polícia em 9 Estados do Brasil

Texto: Redação | Alma Preta Jornalismo
📸Cris Faga/NurPhoto via AFP*


A Rede de Observatórios da Segurança lançou nesta quarta-feira (1) a sétima edição anual do relatório “Pele Alvo: entre racismo e letalidade, o amanhã”, estudo que monitora dados de letalidade policial fornecidos via Lei de Acesso à Informação (LAI) pelas secretarias de segurança de nove estados para revelar as desigualdades cometidas contra a população negra.

Em análise dos dados de 2025, o estudo identificou um aumento de 6,4% na letalidade policial (4.330 mortes somadas nos nove estados monitorados) em relação ao ano anterior, além de escancarar a centralidade do racismo estrutural na atuação das forças estatais. Considerando apenas os dados com informações de raça/cor, 86,3% das vítimas (3.104 pessoas) eram negras.

O perfil das vítimas da letalidade policial também revela um recorte geracional, territorial e de gênero bastante definido: jovens de até 29 anos representam 64,8% do total de mortos (2.804 vítimas), vivem majoritariamente em periferias e favelas e, em sua imensa maioria, são homens.

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*Texto: Redação | Alma Preta Jornalismo
📸Cris Faga/NurPhoto via AFP

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terça-feira, 30 de junho de 2026

O elefante que a gente não doma

Por Alessandra Del’Agnese

Tem uma pintura tibetana, dessas que a gente olha e acha bonita, mas não entende direito. Parece complicada demais pra ser sobre a gente, mas é. Mostra um monge subindo uma montanha em círculos, puxando um elefante por uma corda. No começo, o bicho é preto, enorme, descontrolado, derrubando tudo que encontra. Lá no topo, ele aparece branco, calmo, quase transparente e o monge nem segura mais a corda. Os dois vão juntos, leves, subindo em direção a um céu cheio de nuvens douradas.

É uma metáfora budista sobre a mente. O elefante é você. Sua cabeça. Seus pensamentos. Aquele macaco que aparece pulando em cima dele, puxando pra um lado, distraindo, fazendo bagunça esse é o seu desejo de ser visto. De ser comentado. De ser curtido. Um macaquinho sem freio que mora dentro de cada um de nós e que hoje tem nome de aplicativo: notificação.

A gente passou a pedir aprovação como quem pede ar. Posta uma foto e fica encarando a tela, esperando o número subir como se aquilo fosse um atestado de existência. Cadê o like? Cadê o comentário? Alguém pra confirmar que eu estou aqui, que eu importo, que o que eu fiz hoje realmente aconteceu? Chegamos num ponto em que precisamos que estranhos validem nosso café da manhã. E nem percebemos mais o tamanho do ridículo.

No desenho, o elefante escuro do começo é isso: a mente desgovernada, correndo atrás de prazer rápido, de reconhecimento, de barulho. E a trilha não é fácil. Tem fogo. Tem precipício. Tem queda. Cada curva é uma recaída. Você jura que vai largar o celular, e dez minutos depois está ali de novo, contando corações vermelhos como se fossem votos de amor.

Mas ali, naquela pintura, ninguém prometeu fama. Prometeram silêncio. Prometeram que, se você parar de correr atrás de plateia, sobra espaço pra outra coisa mais sólida, mais sua. Paz, presença, sei lá. O monge não está performando. Não tem holofote, não tem story, não tem ninguém aplaudindo a subida dele. E é justamente por isso que ele sobe.

A gente trocou a montanha pela vitrine. Trocou o elefante de dentro pelo elefante de fora aquele que a gente exibe, filtra, edita, legendas, hashtags. E esqueceu que o trabalho de verdade nunca foi mostrar o bicho domado pros outros aplaudirem. Era domá-lo em silêncio. Sem plateia. Sem prêmio. Sem like.

No fim da pintura, o elefante sobe sozinho, quase invisível, dissolvido nas nuvens. Ninguém bateu palmas. Não tinha ninguém olhando. Só o caminho percorrido, finalmente, sem precisar que alguém visse.

Imagens das redes sociais.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

INTOLERÂNCIA RELIGIOSA NÃO É OPINIÃO. É VIOLAÇÃO DE DIREITOS.

.  Por Jornal Grande Axé*

Mais uma vez, um terreiro de matriz africana se torna alvo de uma ação que ultrapassa os limites da fiscalização e atinge diretamente a liberdade religiosa.

 A apreensão de tambores, objetos sagrados e instrumentos de culto não representa apenas a retirada de bens materiais. É um ataque à história, à ancestralidade e à identidade de um povo que, há séculos, luta para exercer sua fé com dignidade.

Enquanto igrejas e templos de outras religiões são, em regra, tratados com respeito às suas práticas e símbolos sagrados, os terreiros continuam enfrentando abordagens marcadas pelo preconceito, pela falta de preparo e, muitas vezes, pela intolerância. Essa desigualdade precisa ser denunciada.

O Brasil é um Estado laico. A Constituição Federal garante a liberdade de crença e protege os locais de culto e suas liturgias. Quando um terreiro é desrespeitado por causa de sua religião, não é apenas uma casa que sofre: é toda uma comunidade que vê seus direitos fundamentais ameaçados.

Não se trata de pedir privilégios. Trata-se de exigir o que a lei já garante: respeito, igualdade e liberdade para todas as religiões.

É urgente que as forças de segurança recebam formação adequada sobre diversidade religiosa e direitos humanos, para que ações policiais ocorram dentro da legalidade, sem reproduzir preconceitos históricos contra as religiões de matrizes africanas.

O silêncio fortalece a intolerância. A denúncia fortalece a democracia.

Respeitar o tambor é respeitar a Constituição. Respeitar o terreiro é respeitar a liberdade. Intolerância religiosa é crime e precisa ser combatida com firmeza, justiça e união.

*Jornal Grande Axé.

sexta-feira, 26 de junho de 2026

FRASES DE (D)EFEITO IDEOLÓGICO

   Por Belarmino Mariano* 

Hoje é o dia dos professores e das professoras de Geografia e gostaria de presentear meus discentes com esse pequeno texto de visita a alguns dizeres e frases de efeito político, ou até mesmo, aparentemente neutros, que reuni aqui, como alguns lemas do passado geohistórico para comparar com os dias atuais.

Lema da Revolução Francesa: "Liberté, Égalité, Fraternité" 
(Liberdade, Igualdade, Fraternidade). 

Eram ideais de democracia, justiça e união social contra o autoritarismo monárquico absolutista. Por isso a expressão iluminismo político e filosófica.

Ai os pensadores conservadores da França propuseram o lema contra a Revolução Francesa: "Dieu, Patrie et Famille" (Deus, Pátria e Família).

Uso da religião para manter a ordem monarquista e da ideia de Estado no controle de todos e a família conservadora patriarcal e marchista no comando dos indivíduos.

O tempo foi passando e esse lema conservador virou a marca ideológica do Nazifascismo alemão e italiano, se estendeu para França, Espanha e outros países. 

Na Europa eclodiram duas guerras mundiais. O Socialismo Soviético passou a ameaçar os extremistas conservadores. O colonialismo e o capitalismo entraram em colapso e as forças conservadoras passaram a usar o totalitarismo nacionalista como armas ideológicas. Isso gerou o nazifascismo em sua pior versão. 

Massacres aos povos judeus na Alemanha, perseguição aos anarquistas e socialistas em toda a Europa e no mundo. Xenofobia e nacionalismo exacerbados deram bases ao totalitarismo de Estado.

O totalitarismo político e a obediência cega ao grande líder eram observados o tempo todo e outros lemas foram lançados: 

"Credere, obbedire, combattere" (Acreditar, obedecer, lutar): Lema que exigia devoção cega ao líder, disciplina militar e disposição para o combate.

"Il Duce ha sempre ragione" (O Líder tem sempre razão): Expressão que reforçava o culto à personalidade de Mussolini.

"Ein Volk, ein Reich, ein Führer" (Um povo, um império, um líder): O principal slogan da Alemanha Nazista. Representava a unificação do povo alemão (Volk), a expansão territorial (III Reich), o princípio da liderança absoluta de Adolf Hitler (Führer).

"Blut und Boden" (Sangue e Solo): Lema central da ideologia de superioridade racial ariana. Vinculava a identidade nacional à pureza biológica ("sangue") e ao território de domínio alemão ("solo"). 

Também era brindado com leite para representar a ideia de raça pura ariana. Nesse caso, por volta de 1930 os propagandistas nazistas criaram o culto à raça branca, à saúde, à terra e à força física. O Ministério da Propaganda, liderado por Joseph Goebbels, e o Ministro da Agricultura, Richard Walther Darré, foram os idealizadores.

No Brasil, o lema "Deus, Pátria e Família", foi usado pelo movimento integralista (1930), claramente com raízes fascistas e nazistas. Vejam que no Brasil, já havia grande influência Italiana e Alemã devido aos processos migratórios.

Na atualidade tivemos o "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos" - Corruptela dos lemas nazifascistas da Alemanha e Itália, aplicados ao Brasil pelos integralistas e usado por Jair Bolsonaro para tentar implantar o extremismo de direita no país, através de golpe de Estado. E ainda tem gente que acredita na inocência de Hair Messias Bolsonaro.

Por isso dizer que, mesmo com governos de coalizão como os dos presidentes Lula e Dilma, os nossos ideais democráticos e populares ainda estão muito distantes e quando olhamos para os países vizinhos, veremos que estão mais distantes ainda.

A interferência geopolítica dos EUA na América Latina é uma ameaça à nossa democracia e soberania e vermos lacaios do imperialismo, como Bolsonaro's Jr., tramando contra o nosso povo é uma traição à pátria.

Democracia com liberdade, igualdade e fraternidade é o que a extrema direita e a elite dominante estão combatendo diariamente, atacando nossos direitos democráticos, conquistados na luta. Por isso, lutar para derrotar esses canalhas em todos os níveis e frentes é uma tarefa revolucionária.

Vendo a Copa do Mundo 2026, as perseguições de Trump contra o Irã e outras seleções, torcedores e arbitragem é um alerta do nazifascismo se instalando em países como os EUA.

Vendo que nas torcidas de países europeus e até sul-americanos prevalecem torcedores brancos, que tem grana suficiente para ir a uma copa do mundo. Até a torcida de brasileiros é predominante branca. Isso é um retrato dessa lógica imperialista.

Vendo o grande número de jogadores de origem africana em seleções europeias, que em muitos casos são de países racistas e xenófobos, mas ainda dependem das suas ex-colônias para se tornarem competitivas é outro alerta.

Ver a grande mídia, estimulando o vício e a extorsão através de bets, que roubam bilhões das pessoas, em especial, vendendo a ilusão de riqueza fácil é um alerta de grande perigo. Por isso, temos que denunciar e exigir o fim de operações de bets no Brasil.

Ver policiais militares fortemente armados entrarem numa escola para ameaçar professores, gestores e comunidade escolar, só porque estavam ensinando sobre a cultura afro-brasileira na escola (Lei 10.639/03 e a Lei 11.645/08), é uma afronta aos nossos direitos fundamentais e não pode passar impune.

Ver o Congresso Inimigo do povo brasileiro, impedindo que direitos fundamentais sejam garantidos, como a redução da jornada de trabalho (fim da Escala 6x1), enquanto esses mesmos políticos roubam nosso dinheiro através de orçamentos secretos e esquemas podres com banqueiros é o alerta máximo. 

*Por Belarmino Mariano. Imagem das redes sociais. Fonte: ICL Notícias, Brasil de Fato, Plantão Brasil, DCM e Agência de Notícias Anarquistas - ANA.
Aos meus queridos estudantes de geografia e aos professores que acreditam em utopias ativas.

terça-feira, 23 de junho de 2026

Nesse Tráfego Pesado, Tu Vai Pra Onde?

.  Por Belarmino Mariano*

O tráfego é um movimento, deslocamento, fluxo, atividade, dinâmica, circulação e mobilidade, sem paradas obrigatórias, mas em alguns pontos há congestionamento e o tráfego fica lento, estagnado e ameaça parar.

Irmão gêmeo do tráfico que significa a mesma coisa, com sentido completamente diferente e profundamente relacionado ao ilícito, contrabando, controverso e fruto da contravenção.

Tráfego enquanto partida e chegada, saída e entrada, ir por conta própria, ir e vir ao encontro de, sem querer ficar no meio do caminho. O passo a passo, o vai e vem para diferentes lugares, inclusive de virtualidades.

Assim temos o tráfego rodoviário, ferroviário, hidroviário e aéreo especial. Meios físicos e materiais em fluxo contínuo ou sequencial em vias, artérias, veredas, becos, estradas, rodagens, rodovias, com sinais, signos, paradas, partidas, pontos, portos, plataformas, anéis viários, rotatórias, aeroportos e novas circulações em trânsito 

Tráfego em redes digitais, virtuais, entre computadores, satélites, antenas, internet em cabos ou fibras ópticas, em http://www..., marketing, sites, portais e plataformas, em que, tudo vira tecnologias da informação e comunicação (TIC's).

Tráfego mental de ideias, pensamentos, sentimentos, sensações, emoções, desejos, vontades e necessidades em todos os sentidos. Fluxos neurológicos, cognitivos, racionais, instintivos e inatos.

Tudo o que é tráfego pode ser transformado em tráfico, mesmo que continue a ser tráfego, tudo legal e ordenado, mesmo assim, traficado por entre o intenso tráfego cotidiano, tanto nas ruas, quanto nas redes digitais.

*Por Belarmino Mariano. Imagem das redes digitais.