O filho do jardineiro se apaixonou pelas flores do jardim, as roseiras, em especial. Mas o amor era difícil demais, sentia muita falta e saudades de quem mais amava.
O velho jardineiro já não tinha forças, pois já não estava mais entre nós. O mundo continuava fluindo incerto e vazio, as flores murchavam e as roseiras perdiam seu brilho natural. Faltavam as mãos calejadas e as unhas sujas de terra.
O filho do jardineiro amava as flores, mas não sabia cuidar de jardins. Apenas amava como um amador que ama a dor de não saber que amar não bastava para ser amado, até mesmo pelas rosas.
O amor já não cabia mais nas rosas pois estavam todas mortas. As primaveras se tornavam verões, invernos e outonos. O mundo das flores sucunbia, diante dos seus olhos e ele não sabia o que fazer. Pois não abredera a arte do cuidado com o mundo sensível das flores.
O amor morre das piores maneiras, mas quando é um amor de jardineiro, o senhor das flores deve ter morrido também. No jardim jazia um canteiro que teimava em florir, mesmo em escombros, floria para dizer que as flores insistiam em renascer.
Flores aos Jardineiros Libertários, flores aos Trabalhadores Anarquistas que deram as suas vidas para nos libertar da exploração capitalista. Flores aos proletários!!! Terra, Trabalho e Liberado!!!
Por Belarmino Mariano Neto. Da Série Poesia Utópica. Imagens das redes digitais (Primeiro de maio de 2026).
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