sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

Uruk a Primeira Cidade do Mundo e a Civilização Suméria

Por Curioverso*

URUK: a primeira cidade do mundo e que guarda os segredos da origem da humanidade. Voltemos no tempo até a antiga cidade suméria de Uruk, que se acredita floresceu entre 6.500 e 4.000 a. C.

Situada no que hoje conhecemos como o sul do Iraque, Uruk é reconhecida como a primeira cidade do mundo, transbordando de vida e inovação.

Descoberto em 1849 pelo arqueólogo William Lofts, este extraordinário local oferece hoje uma janela cativante para o alvorecer da civilização urbana.

Muitos autores chamam Uruk como a primeira cidade do mundo e sugerem que os segredos da origem da humanidade poderiam ser escondidos. Ou talvez o lugar onde desceram os seres que nossos antepassados chamaram de "Deuses".

   Gilgamesh, o rei herói de Uruk.

Estátua de Gilgamesh (2.652-2.602 aC.), o renomado rei herói de Uruk na Mesopotâmia, representado como o "Mestre dos Animais", segurando um leão no braço esquerdo e uma serpente na mão direita, juntamente com dois touros assírios alados.
Esta estátua está erguida perto do lago Qinghai no nordeste do planalto tibetano,  atualmente sob o controle da China.
Os Sumério tinham profundos e detalhados conhecimentos astronômicos e deixaram muitos registros em tabuletascde argila.

Há mais de 6.000 anos, os sumérios criaram mapas detalhados do sistema solar em argila, representando o Sol como uma estrela central e ilustrando com precisão as órbitas e posições dos planetas. 

Algumas de suas obras de arte apresentam entidades gigantes e enigmáticas de maneira intrigante. Há mais de 6.000 anos, os sumérios, uma antiga civilização na Mesopotâmia, produziram mapas de argila notavelmente detalhados do nosso sistema solar.

Estes primeiros diagramas astronómicos demonstram a sua compreensão de que o Sol é uma estrela no centro do sistema solar, com os planetas orbitando em torno dele. 

Os desenhos sumérios que sobreviveram revelam uma precisão impressionante no mapeamento das órbitas e posições relativas dos planetas. 

Além dos seus conhecimentos científicos, algumas destas obras de arte antigas incluem representações enigmáticas de entidades colossais, acrescentando uma camada de mistério ao seu sofisticado conhecimento astronómico. 

Esta mistura de compreensão avançada e imagens intrigantes destaca a complexidade da cultura suméria e suas contribuições para a ciência primitiva.

Nossa Noção de Cronologia 

Os matemáticos sumérios usaram um sistema de medida de tempo baseado no número 60 (sistema sexagesimal e posicional),  base para o calendário lunar con 12 meses de 30 dias solares.

Firam eles que dividiram o tempo cronológico em uma hora em 60 minutos e um minuto em 60 segundos, conceitos que ainda são utilizados hoje.

Os sumérios dividiram o ano em doze ciclos lunares, embora este tempo não coincidisse com o ano solar (que era mais longo), então eles adicionavam um dia a cada quatro anos para compensar (o que é agora o ano bissexto).

Esse  modelo matemático não era arbitrário, se tornando um legado do sistema de cronometragem que depois de 5 mil anos, ainda influencia toda a civilização humana, até o presente.

SOBRE OS IGIGI: UMA HISTÓRIA MÍTICA DA ANTIGA MESOPOTÂMIA. Por Marcia Oliveira

Os Igigi, mencionados na mitologia suméria, permanecem como um dos grupos mais enigmáticos nos textos antigos da Mesopotâmia. Apesar de citados nas tabuletas cuneiformes sumérias, as informações detalhadas sobre eles são escassas. Aqui está um resumo da história e sua conexão com a mitologia dos Anunnaki, baseada em textos antigos, como as Tábuas de Enki:

QUEM ERAM OS IGIGI?
 • Os Igigi eram divindades subordinadas que realizavam tarefas árduas para os deuses superiores, os Anunnaki.
 • Suas funções incluíam cavar rios, canais e construir templos—servindo essencialmente como trabalhadores para a hierarquia divina.
 • Após 40 anos de trabalho exaustivo, os Igigi se cansaram e se rebelaram contra Anu, o rei dos deuses. A recusa dos Igigi em continuar trabalhando causou caos no cosmos.

A CRIAÇÃO DOS HUMANOS.
 • Para resolver a rebelião, o deus sábio Enki propôs criar humanos para assumir as tarefas dos Igigi.
 • Os humanos foram feitos de argila e do sangue do deus Geshinan, simbolizando sua origem divina e terrena.
 • Isso aliviou os Igigi de suas obrigações, libertando-os do trabalho pesado.

CONFLITO E O MITO DO DILÚVIO.
 • Os Anunnaki logo ficaram frustrados com os humanos, pois os consideravam barulhentos e disruptivos.
 • Enlil, irritado com o comportamento humano, planejou destruir a humanidade com um grande dilúvio.
 • Contudo, Enki interveio e avisou Atrahasis, que construiu um barco para sobreviver ao dilúvio, preservando a humanidade.

CONEXÃO COM MARTE E NIBIRU.
 • De acordo com interpretações das Tábuas de Enki:
 • Os Igigi podem ter sido trazidos de Marte para trabalhar para os Anunnaki na Terra.
 • Os próprios Anunnaki vieram de Nibiru, um planeta descrito com uma atmosfera densa e vegetação, cujo ciclo orbital causava períodos extremos de calor e frio.
 • Nibiru sofreu danos atmosféricos, e poeira de ouro fino foi buscada para repará-lo.

DESTAQUES DAS TÁBUAS DE ENKI.
 1. Origem em Nibiru:
 • Disputas iniciais em Nibiru levaram a uma guerra devastadora com armas atômicas, seguida pela criação de um governo planetário unificado.
 2. Missão à Terra:
 • Reis derrotados fugiram de Nibiru e chegaram à Terra, descobrindo seus recursos abundantes, incluindo ouro.
 3. Operações de Mineração de Ouro:
 • Os Anunnaki estabeleceram operações de mineração na Terra, com líderes supervisionando os esforços para enviar ouro de volta a Nibiru.
 4. Relações entre Humanos e Anunnaki:
 • Com o tempo, os Anunnaki se casaram com humanos, causando tensões.
 • Duzentos Igigi, estacionados em Marte, participaram de um casamento e, posteriormente, sequestraram mulheres terrestres para tomá-las como esposas, complicando ainda mais as relações divinas e humanas.

LEGADO DOS IGIGI.
A rebelião dos Igigi e seu papel subsequente na mitologia refletem temas profundos de servidão, rebelião e as linhas borradas entre deuses e humanos. Sua história se entrelaça com a narrativa mais ampla dos Anunnaki, a criação humana e a luta para manter a ordem cósmica.
Embora grande parte dessa mitologia permaneça envolta em mistério e aberta a interpretações, ela continua a fascinar pesquisadores e entusiastas da história antiga e teorias alternativas.

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quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

Miúdo esperto, me pediu 10 reais para interá uma bicicleta.

Por Belarmino Mariano.

Em Portugal, miúdo(a) é uma criança pequena, entre 5 e 13 anos. Mas aqui no Brasil miúdo é a parte interna dos animais como tripas, bucho, fígado, rins, coração, além de outras partes.

Aqui não usamos a expressão miúdo para designar um menino. Aqui menino é minino mesmo, garoto, cabrito, traquina, moleque, guri etc.

Ele tinha uns 11 anos e era das ruas do outro lado do conjunto e me viu parado em minha bicicleta, conversando com um amigo veterinário aqui do Bairro, que estava dando uma caminhada com seu cão que é cego.

O miúdo parou perto da gente, pediu licença e foi direto ao assunto. "- O senhor poderia me dar dez reais para interá uma bicicleta?"

Aí lhe perguntei quanto era essa bicicleta, ele disse que eram 30 reais e ele já tinha juntado 20, mas estava com medo do homem da oficina vender a bicicleta para outro. 

Aí eu perguntei se ele sabia pedalar e se a bicicleta estava boa. Ele disse já sabe e que era uma bicicleta velhinha, mas estava boa sim.

Abri a carteira e vi umas notas de 2 e 5 reais e umas notas de 20. Então dei 20 reais a ele, e afirmei que poderia usar o resto do dinheiro para algum conserto ou peça nova para a bicicleta.

Esse garoto agradeceu e saiu num derrape de velocidade, numa alegria tão grande, mas tão grande, que eu e Alberto, o amigo veterinário, também nos sentimos alegres.

Rimos e lembramos que em nosso tempo era quase impossível uma criança pobre conseguir comprar uma bicicleta. Alberto lembrou que a gente alugava, 30 minutos, era um real e 1 hora eram 2 reais.

Aí lembrei que quando era criança, aprendi a pedalar na bicicleta de um vizinho, a gente segurava a bicicleta eia empurrando até que a pessoa se equilibrasse e aprendesse a pedalar.

Lembrei que minha primeira bicicleta foi uma Caloi com guidão em V (parecido com chifre de bode). Hoje é considerada uma bicicleta modelo antigo ou retrô. 

Lembrei que juntei o dinheiro por meses e também era uma Caloi usada, vermelha e com uns plásticos nos garfos dianteiros que pareciam amortecedores.

Muita coisa mudou, antigamente só tinha duas marcas de bicicleta, Monark e Caloi e eram de aço. Hoje em dia, são dezenas de marcas e modelos, aço, aluminium, fibra de carbono e Titanium etc.

Pouco tempo depois, lá vinha o moleque feito um traque, pedalando sua bicicleta. Parou perto da gente, agradeceu mais uma vez e disse, olha ela aqui.

A bicicleta pequena, de aço, vermelho desbotado, pneus meia vida e observei que ele tinha arrumado os freios dianteiro e traseiro.

Cara, valeu a pena, agora você tem sua própria bicicleta. Aí foi que ele ficou animado. Na lata, agradeceu mais uma vez e disse que hoje era o seu dia de sorte. 
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Por Belarmino Mariano. Imagem das redes sociais.

domingo, 8 de dezembro de 2024

Artefato Neolítico da Irlanda

Por: Belarmino Mariano e History's Misterie's.

De acordo com estudo publicado em History's Musterie's, Kerbstone 15, um artefato neolítico de 5.000 anos de idade na tumba de passagem de Knowth, no Vale Boyne, na Irlanda, é esculpido com desenhos intrincados, incluindo uma marca central com 20 linhas radiantes, espirais e motivos em forma de U. 

Um dos 124 meios-fios que circundam o monte principal do local, faz parte da maior coleção de arte megalítica da Europa. Embora alguns investigadores sugiram que possa representar um calendário antigo, o propósito exacto das suas esculturas permanece incerto.
Em uma análise de funcionalidade, pode ser um relógio solar no ângulo de 180 graus com os raios voltado para o leste, como encontrado na Necrópoles dos Reis (Antigo Egito).
No caso, o equipamento irlandês, tem o Sol e a Terra como referência, os demais planetas visíveis e a o disco da Via Láctea em espiral, além de retas que podem representar linhas imaginárias de observação.

Outra possibilidade é a experiência com as estações do Ano, considerando o movimento de translação da Terra em relação ao Sol ao longo de um ano. O que  confirmaria a tese de um calendário solar.

Para além dos planetas visíveis, podem ser estrelas referências para as principais estações do ano. E o ponto sem raios, como a referência local dos observadores.

Ficam as dúvidas e incertezas sobre a utilidade ou função desse equipamento, mas a demonstração de conhecimentos técnicos, astronômicos e matemáticos estão nele registrados, o que lembra outros sítios da região,Basta observar que toda essa região entre a Irlanda, Ingraterra, País de Gales e Escóssia, são muito ricos em campos com magalíticos como Stonehenge na imagem. 

Existem muitas lacunas na história humana e a Arqueologia tem revelado cada vez mais objetos. Precisamos ultrapassar alguns limites espaço e tempo, para reconhecer que muitos conhecimentos antigos e pré-históricos precisam de novos métodos de análises.

Fonte:
https://www.facebook.com/share/p/18WJeCDEbV/
https://antigoegito.org/arqueologos-descobrem-antigo-relogio-solar-do-alto-egito/