domingo, 7 de junho de 2026

Manhã de Sol e a Máquina

Por Belarmino Mariano"

No filme "A Máquina - o amor é o combustível", um pequeno Cliper de "Os Desconhecidos", eles interpretaram os cantores e compositores Geraldo Azevedo e Renato Rocha, na música "vista geral", também conhecida como "dia branco": (...) "Se você vier
Pro que der e vier, comigo / Eu lhe prometo o Sol, se hoje o Sol sair / Ou a chuva, se a chuva cair / Se você vier / Até onde a gente chegar / Numa praça, na beira do mar / Num pedaço de qualquer lugar / Nesse dia branco, se branco ele for / Esse tanto, esse canto de amor, ô-ô-ô / Se você quiser e vier / Pro que der e vier, comigo / Se você vier / Pro que der e vier, comigo / Eu lhe prometo o Sol, se hoje o Sol sair
Ou a chuva, se a chuva cair / Se você vier (...)" Se avexe não...

Hoje, às 6 horas e 36 minutos da manhã, quando saí na rua, o Sol tocou a minha pelo suave e pensei, esse brilho luminoso e dourado saiu do Sol a exatos 8 minutos. Pensei, o Sol não está tão longe de mim.

Lembrei que desses 8 minutos, antes que me tocasse, o sol levou 3 minutos e 20 segundos para passar ardente em Mercúrio e, em 6 minutos, cruzou a densa atmosfera de Vênus, 8 minutos e 20 segundos depois, outros raios atingiram a superfície lunar em apenas uma das suas faces desérticas e cheias de crateras e, devido a sua inclinação de apenas 2 graus, seu lado escuro nunca soube o que é a luz.

Pensei se isso estaria nos limites do invisível e todas as manhãs, o Sol teima em nascer para tocar as nossas peles macias. Mas também lembrei que aos meio dia, o sol se transforma em um sendeiro luminoso e lá no Sol não existe essa ideia de manhã, tarde ou noite.

O brilho da luz do sol toca em seu rosto todas as amanhãs e continua a nos tocar até o finalzinho da tarde (pôr-do-sol), é apenas uma pequena onda, de luz que já existia a milhões de anos e que lutou com unhas e dentes, nas entranhas eletromagnéticas do Sol até se libertar e escapar daquela gigantesca fornalha de hidrogênio e hélio em constante fusão nuclear.

Para além do Hélio e Hidrogênio, todos os outros materiais de poeira e gás que formam o Sol, os planetas, satélites, meteoros e outros elementos, são restos de alguma estrela que explodiu bem pertinho de nós e o Sol nasceu dessa grande explosão.

Como disse o cientista Carl Sagan (1980):
"Somos feitos de poeira de estrelas" e era sobre isso que estava pensando agora. A ideia de 8 minutos para a luz do sol nos tocar, é apenas o último instante de um deslocamento brilhante do que chegou à superfície dos milhões de anos das profundezas do Sol.

Uma estrela nasce da exploração de outras estrelas e algumas se transformam em buracos negros ou em poeiras estrelares é além de sermos tocados por esse brilho, horas suave e horas intenso, na verdade, não se resume a essa miúda distância de 150 milhões de quilômetros Terra-Sol. 

Fomos e somos gerados dessa luz radiante que a milhares de anos estava presa nas profundezas do Sol e todos os nossos elementos atômicos, um dia estavam nas entranhas de uma outra estrela que simplesmente explodiu para nos gerar enquanto organismos que se alimentam de luz.

*Por Belarmino Mariano Neto. Imagem das redes digitais. Fonte da composição: Musixmatch

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