domingo, 25 de janeiro de 2026

Reflexão sobre a Humanidade

A verdadeira humildade é... dar o melhor de si, sem se sentir melhor que os outros.
É ter consciência de suas qualidades, mas reconhecer que tem muitos defeitos também.
Mostrar seus talentos, sem querer abafar os talentos dos outros.
Dar sua opinião com a mesma disposição de ouvir a opinião dos outros.
Saber reconhecer que os outros podem estar certos.
É você admirar os outros pelo que eles fazem, sem esquecer que você também é capaz de fazer coisas maravilhosas.
Aceitar cargos importantes, mas fazer deles uma maneira de servir ainda mais...
Ajudar a quem precisa sem pensar em agradecimentos.
Aceitar a vontade de Deus, sem abrir mão da sua responsabilidade de tomar decisões e fazer a sua parte.
Ser capaz de aprender com os outros, sem perder sua identidade própria.
Aprender a conviver com todas as diferenças.
Saber viver na simplicidade sem sentir-se superior àqueles que são apegados às coisas.
Olhar para frente e seguir adiante, sem esquecer quem está do seu lado.
Oferecer aos outros o que você tem de melhor, sem impor-se a ninguém.
Escalar as alturas, sem pisar em ninguém.
Não depender de elogios nem recompensas para fazer o que é certo.
Saber que a santidade só faz sentido nas convivências com as pessoas.
A verdadeira humidade é você ser com uma flor, frágil e efêmera, que desabrocha beleza e exala perfume para todos os lados.
É no momento certo, saber virar as costas para o que não lhe diz respeito.
(desconheço autoria) - Via Vânia de Farias Castro 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Fixos e Fluxos de uma Curta Experiência em Existir

Por Belarmino Mariano*

Hoje acordei cedo, mas os pássaros já estavam cantarolando nas árvores do quintal. Em um ritual matutino fui até o banheiro e, ao expelir significativa quantidade de líquido da uretra, senti um alívio da pressão dos líquidos e sais minerais consumidos e processados na noite anterior.

Sou de 20 de janeiro de 1964. Poderia ter sido batizado como Sebastião Belarmino, mas minha mãe tinha pena de São Sebastião e suas flechas romanas transpassadas ao corpo amarrado em um tronco. A crueldade humana e sua estupidez religiosa que deu para Tião o mesmo tipo azar de Jesus Cristo e pelas mãos dos seus patrícios.

Hoje, 21 de janeiro de 2026 (DC), o primeiro dia de aulas do nono ano escolar da minha caçula Luisa Gomes. Ela me acordou bem cedo, com a sua ansiedade adolescente, enquanto eu, ancião, tentei despertar para as obrigações de um pai quase avô.

Ao acordar do curto espaço, tempo de sono, lavei bem o rosto com a água fria, vinda da torneira. Nesse ritual gostei de sentir bem a caveira dentro de mim. Ao encher as mãos com o líquido sagrado que escorre por entre os dedos e se sente ao contato da pele, os ossos cranianos por entre a maçã do rosto e as bordas dos olhos.

Esse banho facial de água fria e fluida, me ajudou a despertar e a sentir que ainda estou aqui. Pelo menos a sensação de caveira a fixar a minha existência ao mundo. 

Tinha ido dormir depois da meia noite, portanto já era dia, em meio ao fluxo das horas e do próprio conceito de tempo que nunca me convenceu de sua existência há nos reinar como um Deus faminto e sedento.

No ciclo dos meus dias e noites, há dois anos entrei na série histórica 1964 até 6.0 e ontem completei 6.2, uma idade em que, o peso dos dias são declaradamente sentidos, mesmo que alguns considerem como força gravitacional puxando tudo para baixo, tirem o docinho do cardápio que o velho chegou.

Pensei em ainda estar vivo, pulsante e me preparando para mais um dia e uma noite, em um ciclo pulsante da existência. Um café forte e moído na hora, acompanhado por um prato de inhame com queijo de coalho e manteiga da terra. Uma fatia de bolo de massa de mandioca sem açúcar foi meu desjejum. 

Não sei por quais cargas d'águas, lembrei do escritor Franz Kafka, especialmente de forma literária e até mesmo filosófica, quando cunhou a frase: "Só há um ponto fixo. É a nossa própria insuficiência. É daí que é preciso partir". Lembrei que as repugnantes baratas voam, enquanto eu penso que sei voar. 

Não dá para saber o que Kafka estava querendo dizer exatamente, pois essa frase é parte de rascunhos e anotações de suas metamorfoses literárias. Entre seus rascunhos de pensamentos, outras ideias e sentimentos transcritos apontam para a busca da sua existência ou até mesmo de de uma consciência ou percepção essencial muito mais fluxos do fixos.

Não sei se buscava algum teorema matemático ou uma molécula imutável para a vida, capaz de nos colocar no mundo como se estivéssemos em uma Roda de Samsara, como previa os Vedas em seus escritos sânscritos, que chegaram até o budismo.

Talvez sejamos pontos matemáticos em um contínuo quântico, como afirma Brouwer em seu teorema: "sempre continuará a existir uma molécula, flutuando na superfície de um café mexido".

Pensei se tinha medo. Medo eu? Medo medo de quê? Medo até de sentir medo. Medo de culpa, medo de obediência cega, de gafanhotos e devoradores de templo da minha existência e medo do Deus Cronos a me devorar com sua boca de caos eterno.

Medo da barata de Kafka, mais medo ainda da repugnância voadora da barata voando na minha direção e do seu pouso catastrófico em meu braço. Que nojo e tudo era apenas pensamento maluco de está vivo e ter entrado na série sexagenária de minha rápida existência, sem saber ao certo como cheguei até aqui.

De uma coisa eu sei: "Só há um ponto fixo. É a nossa própria insuficiência. É daí que é preciso partir" (Franz Kafka), foi epígrafe do meu livro primogênito "Ecologia e Imaginário" sobre as ideias de natureza dos velhos e velhas, dos Cariris velhos da Paraíba.

*Por Belarmino Mariano. Da série no Cabo da Boa Esperança. Imagem das redes sociais.

Parece um Deus, mais como os Deuses, o Tempo não Existe.


Por Belarmino Mariano*

Aqui, diante de vazios paradoxais, enigmas filosóficos puros e mente primitiva, começo com um mantra oriental do budismo tibetano: "O que existe onde nada existe"?

O tempo nunca foi uma ciência exata, é apenas uma ilusão circunstancial de observação dos fenômenos cíclicos e repetitivos.

O tempo é uma ideia de longa repetição duradoura que se fragmenta em diferentes razões de coisas que não existem de fato.

Primeiro, começamos a observar a sequência de dias e de noites. De claro e de escuro, luz e sombras, em pingos distantes de luz que se movimentam ou estão parados. As aparências fascinantes dos fluxos e dos fixos.

Da Terra para o céu solar e do céu para a lua e outros pingos de luz, organizamos nossos mapas mentais de distâncias e de lonjuras. Assim, começamos a observar os outros animais e seus ciclos ou rotas migratórias. 

Ganhamos distâncias e sempre perguntamos, o que existe depois daquela montanha, depois daquele rio, depois daquele deserto, depois daquela floresta, do outro lado daquele mar ou oceano? 

Esse pergunta repetida milhões de vezes, geração após geração, vive latente em tidas as mentes. Como se fizesse parte do nosso consciente coletivo. Nos labirintos das nossas ideias e fluxos de pensamentos criamos uma incrível máquina que idealiza o tempo como se de fato existisse.

Imagine que ao voltarmos para a observação da noite, para a escuridão de onde estávamos, quando passamos a controlar o fogo, controlando a escuridão existencial, diminuindo a sensação do frio e aplacando o medo e os traumas das feras carnívoras. 

Imagino as noites calmas e ballet perfeito da lua, um farolete celestial, sempre nos guiando, enquanto ela é repartida em pedaços crescentes e decrescentes. Aí uma matemática primitiva da repartição da ideia de tempo. E na lua nova, a ausência de luz, enquanto o céu maior, se pintava de missangas brilhosas.

Quem controla tudo isso? Como faz e o que estamos fazendo aqui, enquanto observamos esses acontecimentos. Do medo de tudo, para o fascinante, complexo e inexplicável. Mesmo morrendo de medo de quase tudo, nos aventuramos em pensar e em dizer, bem como anotar. Então criamos nossa maior e primitiva ideia de tempo.

*Por Belarmino Mariano. Imagem do autor. Itaquatiara de Ingá/PB.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Matuto Ignorante Diante das Palavras de Ordens

.  Por Belarmino Mariano*

Um amigo perguntou pra seu amigo se ele era homossexual ou heterosexual? O matuto falou que era homossexual com muito orgulho. Então o amigo disse, você tem certeza? 

Ele respondeu, é claro. Sou homo e sexual sim. Gosto de sexo e de mulher. Então o amigo disse, então você é heterosexual. Os héteros são pessoas que gostam do sexo oposto. Ele disse, "Não, Deus me livre! Eu gosto é de mulher!" E continuou teimando que era homossexual.

Aí o amigo disse: "eu sou heterosexual. E o ignorante respondeu: "eu bem que desconfiava, também com esse jeitinho, só podia ser". Essa é a mentalidade dos que pensam que sabem.

Quando as palavras estão carregadas de preconceito e ignorância. A mesma coisa acontece com o pobre de direita, que apoia a ideologia dos ricos, defende os políticos que atacam os direitos dos mais pobres e ainda chamam líderes da elite de mito.

A gente vê a ignorância de cristãs que não lêem a Bíblia e acreditam em tudo que o pastor diz. Então é muito comum a bandeira de Israel colada no carro de evangélicos. A adoração aos símbolos dos sionistas que mandaram crucificar Jesus é um dos maiores flagrantes da ignorância religiosa.

Sem conhecimento, sem educação e sendo alimentados por notícias falsas, interpretação simplificada e carregada de preconceitos, assim caminha grande parte da humanidade.

Depois dos boicotes ao SBT, a Globo lixo e as Havaianas, essa semana os bolsonaristas criaram uma onda de notícias alarmantes nas redes sociais, o discurso é simples: "se Lula for reeleito em 2026, vão embora do Brasil para os EUA". Outros falam em ir para Israel e alguns já foram para a Argentina de Miley, mas não aguentaram 90 dias.

Então fica claro que esse povo vive numa bolha, pois não estão vendo os noticiários sobre a gigante perseguição de Trump/ICE, aos imigrantes. Ser imigrante hoje nos EUA é algo parecido com ser judeu na Alemanha Nazista de 1939/45. Perseguição, espancamentos, destruição de famílias, prisão, mortes e deportação constante.

Parece que não sabem que Israel, no Oriente Médio, vive uma guerra violenta e com riscos diários de ataques. Pior, os cristãos em Jerusalém, são cuspidos, empurrados e até apedrejados por sionistas radicais. Basta aparecer com uma bíblia ou um crucifixo que são hostilizados nas ruas de Jerusalém.

Então, essa galera ignorante, pobre de direita, que vive pagando mico nas redes sociais. Como esse idiota que comprou uma havaiana nova e cortou ao meio para lacrar nas redes. Esses otários que não conseguem botar a cabeça na janela, vão pra onde mesmo? 

Digo mais, enquanto vocês estão pretendendo sair, os gringos estão invadindo nossas praias, apartamentos, hotéis, cinemas e bares. Com dólar, euro e outras moedas internacionais, como libras, peso, yan e rubros.

Que venha o Lula Tetra 2026 e quem não estiver gostando, toque a boiada, assim as filas dos supermercados, aeroportos, restaurantes, hospitais e UPAS irão diminuir. Viva a Democracia e a soberania brasileira e latino-americana!

*Por Belarmino Mariano. Sério Pavio Curto. Imagem das redes sociais.

domingo, 18 de janeiro de 2026

A Vertigem dos Que Sabem Demais Para Dormir em Paz (Crônica filosófica).

.  Por Alessandra Del'Agnese* 

Há um momento, no meio da madrugada, em que o pensamento vira um animal de estimação indomável. Ele late dentro do crânio, pede comida, rasga o sofá da alma. E aí vem o suspiro primordial, aquele que atravessa séculos e chega até nós, úmido de cansaço: “às vezes eu gostaria de não pensar”. Não é o lamento do preguiçoso, do vazio. É o grito afogado do náufrago que nadou demais e, ao avistar novos continentes, percebeu que o oceano é infinito.

Sócrates, esse velho mau-caráter encantador, nos pregou a peça final. Nos fez acreditar que saber que nada sabemos é o ápice da sabedoria. Mas ele não contou o preço psicológico dessa descoberta. É um cansaço que nasce não da ignorância, mas do excesso de janelas abertas. Cada livro lido, cada insight, cada fenda de compreensão sobre o humano não acrescenta um tijolo de certeza; abre um abismo novo. O conhecimento, quando honesto, não é cumulativo. É destrutivo. Ele derruba as paredes da sua casa mental e, no lugar, instala um horizonte infinito e um vento gelado.

Somos os bichos paradoxais que buscam a lucidez e depois enlouquecem com ela. Pensar demais é uma vertigem. É subir ao último andar do arranha-céu da consciência, olhar para a cidade das ideias, e sentir um impulso animalesco de pular ou de voltar correndo para o térreo, para o abraço quente e burro da inconsciência. Quanto mais você amplia o horizonte, mais o chão some. A realidade fica lá embaixo, pequena, e você, suspenso no ar do seu próprio raciocínio, sente náusea.

Os místicos sabiam disso. Chamavam de “noite escura da alma”. Não é a noite do ignorante, que nunca viu a luz. É a noite daquele que viu tanta luz que ficou cego. A psicanálise, em seu berço esquisito, diria que é o ego esgotado de servir de mediador entre o id (o porão dos instintos) e o superego (o andar penthouse da moral), entre o que se sente e o que se “deveria” ser. É a fadiga do intermediário, do eterno tradutor entre línguas desconhecidas.

E o que fazemos? Nos refugiamos no supermercado da vida cotidiana. Decidir entre iogurte grego ou natural vira um alívio filosófico. É uma decisão finita, com consequências digestivas mínimas. O trivial vira bálsamo. A rotina, uma oração. Porque pensar sobre o iogurte não abre abismos. Só abre a geladeira.

Mas esse desejo de “não pensar” atenção! não é uma vontade de emburrecimento. É um pedido de licença. De um intervalo. Como o pianista que, depois de horas de Bach, precisa esticar as mãos e ficar em silêncio. O silêncio aqui não é vazio; é o campo fértil onde a digestão do mundo acontece. Às vezes, parar de pensar é o ato mais inteligente do pensador. É permitir que o inconsciente esse sábio analfabeto trabalhe com o material acumulado.

No fim, a grande ironia é esta: a única coisa que sabemos com certeza absoluta é que não sabemos. E essa é a descoberta que tanto aterroriza quanto liberta. Aterroriza porque tira o chão. Liberta porque tira as amarras. Você pode, finalmente, parar de fingir que tem as respostas. Pode sentar na varanda do seu próprio mistério, tomar um café, e olhar para o mundo sem a obrigação de decifrá-lo.

O descanso do pensador, portanto, não é a morte da mente. É o seu abraço mais profundo com o mistério. É dizer, com um sorriso cansado e sábio: “Hoje, eu dispenso Sócrates. Hoje, eu só quero o sabor do café e o voo do passarinho, sem interpretar nada.” E nesse instante, talvez, sem querer, você esteja pensando da forma mais profunda p pensando com a alma, não com o cérebro. Que é, no fim das contas, o único pensamento que realmente importa.

*Alessandra Del'Agnese @destacar

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

"A Espada Flamejante em Busca do Brilho das Estrelas"

   Por Belarmino Mariano*

Quando a filha cresce e arruma as malas para o mundo, a gente fica com os olhos marejados só em pensar. Nesse momento, percebemos que ela está indo, mas deseja que volte logo, mesmo que seja só para aplacar a saudade.

Um dia desses qualquer ele virá com a esperança bem desenhada em uma camisa 100% de algodão colorido, produzido por camponeses do Cariri paraibano.

Qualquer dia desses ela chegará tingida de amor e com o desenho de sua banda de rock preferida, em uma camisa 100% de colton preta.

Quando ele pintar na esquina, suas amigas e amigos se alegrarão, pois sua presença é 100% alegria e ela adora camisetas que transmitam mensagens de carinho e engajamento consciente.

Ela é militante feminista, mas também participa de diferentes causas. É minimalista, um pouco vegana e não bebe refrigerante nem usa produtos que façam experiência com animais.

Essa garota estuda física quântica em uma universidade pública e tem sonhos do tamanho de galáxias e aglomerados de estrelas e os perseguem como o guerreiro Hórus, caçador de Touros no labirinto cósmico das três marias, suas companheiras inseparáveis.

Ela gosta de contas difíceis, de cálculo arrojado e respostas objetivas e dirige a sua vida como quem pilota uma nave ao "infinito e além". Cuidadosa, sincera e guardadora de sorrisos doces.

Seu jeito frágil guarda mistérios e enigmas a serem decifrados por ela mesma, pois sua juventude de agora lembra músicas boas, como Belchior e Chico César em conversas poéticas com Johon Lennon e os Beatles, mas também Queen e Freddir Mercury. 

Seu amor, suas amigas e amigos são muito do que ela é. Sua busca interior são coisas lindas. Ser uma pesquisadora do cosmo, sonhar com a docência e acreditar em utopias possíveis é a sua alegria e vejo no brilho dos seus olhos o encanto de uma garotinha que não está indo para o universo sozinha.
(inspirado in Brenda Mariano).

*Por Belarmino Mariano. Imagem das redes sociais.

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

A VOLTA DO MESSIAS - Má Fé, História Mal Contada ou Mal Entendido?

Por Belarmino Mariano*

Estamos diante de um mundo ocidental que em milhares de anos alimenta ódios, tensões, conflitos e guerras, em muitos casos, alimentados por ideologias e dogmas religiosos. O Catolicismo romano, o cristianismo ortodoxo, o cristianismo protestante, o judaísmo e o islamismo vivem em guerras seculares, mas todos acreditam na volta de um messias que colocará ordem nesse mundo caótico.

As religiões, congregações e seitas religiosas se estruturam em dogmas e doutrinas e para o cristianismo, existe uma doutrina sobre a volta de Jesus, baseada nas escrituras, aguardada como um evento real. Uma espera que já ultrapassa mais de 5 mil anos no judaísmo e há cerca de 2025 anos no cristianismo, mas com uma data de retorno ainda desconhecida, enfatizando a necessidade de fé e vigilância dos fiéis.

De acordo com (João 14:2-3) Jesus prometeu aos discípulos que voltaria para buscá-los.
De acordo com (Mateus 24:36), Jesus afirmou que ninguém sabe o dia ou a hora, nem os anjos, apenas o Pai. 

Essa crença de uma segunda vinda de Jesus é um dos principais fundamentos doutrinários do cristianismo, pois assim como ele foi julgado, condenado à morte por crucificação e descendo a mansão dos mortos, mas ao terceiro dia ressuscitou. Os cristãos crêem que bele voltará para julgar os pecadores, recompensar e levar seus seguidores para a "casa do Pai".

Vejamos que esse retorno de Jesus é um acontecimento esperado ou aguardado para os que têm fé e prontidão espiritual para serem salvos por serem justos.

Em versículos como (Apocalipse 1:7; Mateus 16:27). O evento do retorno de Jesus, "será visível, glorioso, com as nuvens, e todo olho o verá". Também existem relatos sobre os sinais dessa vinda de Jesus como: "guerras, desastres naturais, perseguições e caos generalizado por toda a Terra".

Feitos estes resgates bíblicos, começaram a imaginar que a primeira vinda de Jesus, foi extremamente conturbada. Primeiro, ele nasceu em um berço pobre, em uma manjedoura de capim, em meio a um establo de animais.

Nessa época, os hebreus, judeus ou israelitas também aguardavam a vinda do filho de Deus, que de acordo com relatos da Bíblia (Velho Testamento), seria em um berço de ouro resplandecente, justamente para salvar o povo escolhido por Deus. Mas eles não reconheceram Jesus como esse Messias. Em diferentes trechos do Velho Testamento, iremos encontrar trechos de livros como: 
- Isaías (profecias sobre o reinado de paz e o Servo Sofredor em capítulos como 9, 11, 53); 
- Zacarias (revelações sobre a primeira e segunda vinda, o Rei que chega montado em um jumento em Zc 9:9);
- Miquéias (nascimento em Belém em Mq 5:2); 
- Daniel (as 70 semanas e o "Filho do Homem" em Dn 7:13-14) e;
- Salmos (expectativa da ressurreição em Sl 16:10), que descrevem um líder para restaurar Israel e trazer a redenção, com a expectativa de um rei justo e um reino eterno.

Quem quer que tenha tentado misturar trechos do Velho Testamento, com o Novo Testamento, pode ter feito uma confusão quando a ideia do Messias que viria, faria justiça espiritual e conduziria o mundo a paz e a glória eterna.

Se os Judeus aguardavam a vinda de um Messias, filho de Deus; se Jesus veio e eles não o reconheceram como o verdadeiro messias, passando a lhe tratar como um impostor, um falso profeta, inclusive lhe condenando a morte por crucificação; mesmo que Jesus tenha ressuscitado, qual seria o sentido de ele retornar, não se sabe quando?

Vejam bem, Jesus esteve entre nós, nos ensinou a pescar, fez milagres com vinho, peixe e pão. Fez sermões pesados, ajudou aos doentes, leprosos, cegos, aleijados e prostitutas, protestou contra os vendilhões do Templo e pregou a comunhão, a paz e amor ao próximo, mesmo assim, foi traído, foi ignorado e os líderes religiosos da época pediram a sua crucificação!?

O que Jesus viria fazer aqui mais uma vez? O que mudou, desde que Jesus partiu para a casa do seu pai? Homens em guerra, humanos destruindo a grande criação de Deus, humanos vivendo em pecados carnais e alimentando o ódio e o rancor ao próximo. Será que seria preciso uma nova vinda de Jesus à Terra?

Para concluir essa reflexão, ainda indago uma última coisa. Depois que Jesus partiu, os Judeus continuaram negando que ele fosse o filho de Deus que eles ainda hoje esperam.

Depois que Jesus se foi, grandes impérios continuaram em guerra e o maior deles, o Império Romano, que ajudou na condenação e execução e na morte de Jesus, passou a usar seu nome para justificar mais guerras e mais domínios.

Os Romanos e depois os reinos que se originaram da ordem imperialista romana, por toda a Europa, adoram a religião oficial do Cristianismo Apostólico Romano e através dos seus dogmas e doutrinas, continuaram usando da violência e da força para dominar, escravizar e explorar outros povos.

Em nome de Jesus Cristo, da Santa Igreja e de Deus, massacraram povos inocentes, lhe impuseram a religião cristã, colocaram mulheres e homens nas fogueiras santas da inquisição, torturaram e mataram pessoas em nome de Cristo.

Será que Jesus deveria retornar para tentar salvar alguns desses cristãos? Milhares de guerras foram praticadas pelos cristãos, inclusive dentre eles, pois em diferentes momentos da história, os cristãos se dividiram, em católicos, ortodoxos, luteranos, calvinistas, anglicanos, batistas, metodistas, pentecostais, etc. 

E nesse meio tempo, continuaram matando uns aos outros, continuaram escravizando e violentando povos não cristãos. Na Terra Santa de Jerusalém, os judeus, continuam apedrejando cuspindo na cara dos cristãos que visitam a região onde Jesus Nasceu.

A pergunta é simples, o que Jesus viria fazer em meio a tanta intolerância, violência, pecados e muitos casos, praticados e justificados em seu nome? Se ouve um mal entendido na vinda de Jesus, não poderia acontecer o mesmo, caso ele volte?

*Por Belarmino Mariano (Jan/2026 DC). Imagem das redes sociais.